sábado, 14 de junho de 2014

Balanço do grupo B (1ª jornada)

A primeira jornada do grupo B ficou marcada pela goleada completamente inesperada da Holanda à Espanha. A primeira parte deste jogo, foi muito bem disputada, com uma Espanha a jogar ao seu estilo com muita posse de bola e a Holanda com uma defesa muito subida no terreno de 5 elementos a tentar manter a equipa espanhola longe da sua baliza, tentando sair para o ataque, após a recuperação de bola, com um jogo muito directo baseado em desmarcações e passes longos para as costas da defesa. Neste jogo também ficou evidente que a equipa espanhola defende muito bem com bola, mas sem bola é muito lenta e tem muitas dificuldades em defender bolas lançadas nas suas costas. Não só, mas também por isso, a Holanda consegue marcar tantos golos na segunda parte. Grande parte dos golos da Holanda na segunda parte surgem dessa forma. Agora, penso que, nomeadamente por o que foi o jogo na primeira parte, nem a Espanha é tão má como pode parecer, nem é a Holanda é tão esmagadora como também pode parecer.
Relativamente ao segundo jogo do grupo, o Chile acabou por vencer naturalmente a Austrália, que é uma equipa muito limitada com processos muito simples e com um jogo muito directo. Fundamentalmente nota-se que não têm o ritmo e a experiência de sul-americanos e europeus a jogar futebol. No entanto, depois de estarem a perder por 2-0 conseguiram recuperar marcando um golo e lançando alguma imprevisibilidade no jogo e equilibrando o jogo na segunda parte. É certo que isto também  aconteceu  muito por culpa do Chile, porque depois de estar a ganhar por dois golos, baixou em demasia o ritmo do jogo. Mas no final da partida, o Chile acabou por marcar o terceiro golo e fixar o resultado em 3-1.
Desta forma, pelo que vi nos jogos desta primeira jornada deste grupo, deu-me a sensação que a Holanda deverá naturalmente marcar presença nos oitavos de final, terminando em primeiro lugar no grupo. A segunda vaga deve ser ocupada pela Espanha. É que embora tenha sofrido uma derrota muito pesada, não é uma equipa assim tão má como a derrota pode transparecer, e tem jogadores demasiado experientes para se irem abaixo com apenas uma derrotas destas. Além disso, não me parece que Chile e Austrália tenham equipa para fazer frente a uma selecção espanhola que tem muito pouca margem de erro se quer passar à fase seguinte.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Balanço Grupo A (1ª jornada)

Depois de realizados os primeiros jogos da fase de grupos, fiquei com a impressão que o Brasil irá garantir um lugar nos oitavos-final e que a segunda vaga irá ser disputada entre a Croácia e o México. No entanto, dado que a Croácia evidenciou muitas as dificuldades em se recompor defensivamente após perdas de bola que causam ataques rápidos da equipa adversária, e o México sendo tão forte a sair para o ataque, penso que quem irá passar à fase seguinte será o México. Mas penso que o jogo do México contra a Croácia irá ser um grande jogo com duas boas equipas que gostam de fazer circular bem a bola e que não têm problemas em atacar a baliza adversária.

México 1 - 0 Camarões (Comentário)

A Primeira parte caracterizou-se por ser um jogo muito animado de parte a parte. Nos primeiros 15 minutos o México teve mais iniciativa, conseguindo por meio de uma grande circulação de bola e muita profundidade dada por Aguilar à direita e Layun à esquerda. Neste período conseguiu, inclusivé, marcar um golo que foi mal anulado a Giovanni dos Santos, após cruzamento na direita de Herrera.
Entre os 15 e os 25 minutos os Camarões ganham mais agressividade ofensiva, nomeadamente pelo lado esquerdo por intermédio de Assou-Ekotto, criando duas ocasiões claras de golo.
Entre os 25 e os 45 minutos, os camarões continuaram a ter mais iniciativa, mas a selecção do méxico foi mais agressiva ofensivamente através de contra-ataques muito eficazes, sendo que, de novo, tiveram um golo mal anulado a Giovanni dos Santos na sequência de um canto da esquerda e um  penalti por assinalar aos 44 minutos. A equipa de arbitragem está a ter um péssimo desempenho, com influência directa no resultado. Neste período os camarões tiveram mais posse de bola, mas foram muito inconsequentes.
Nos primeiros 15 minutos da 2ª parte, o jogo foi um pouco morno mas bem disputado por ambas as equipas, não criando nenhuma delas grandes oportunidades de perigo.
Aos 60 minutos o México chegou ao primeiro golo estabelecendo o resultado em 1-0, após uma grande jogada de Herrera pelo lado direito que termina com uma assistência para Giovanni dos Santos que após o primeiro remate ter permitido uma grande defesa do guarda-redes camaronês para a frente, aparece vindo de trás Peralta que consegue finalmente marcar.
Entre os 60 e os 85 minutos, o méxico limitou-se a controlar muito bem a vantagem, com mais posse de bola e não permitindo que a selecção dos Camarões criasse oportunidades de perigo.
Foi preciso chegar ao minuto 90 para os Camarões voltaram  a ter boa possibilidade de empatar a partida com um cabeceamento falhado após cruzamento da esquerda, sendo que o México respondeu passado pouco tempo com um remate de Hernandez.
Felizmente, mesmo depois dos erros do árbitro na primeiria parte, o México conseguiu vencer justamente a partida.



Homem da Partida: Héctor Herrera (México)

Teve um forte contributo para a consistência ofensiva e defensiva do meio-campo do México, não errando muitos passes, saindo bem para o ataque e criando situações de perigo, por exemplo, com um cruzamento que originou um golo mal anulado e sendo o construtor da jogada do primeiro golo do México.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Brasil 3-1 Croácia (Comentário)

No jogo de abertura do mundial não houve novidades. O Brasil venceu sendo, na globalidade da partida, a equipa mais forte ao longo dos 90 minutos. Por isso, a vitória acaba por lhe assentar bem, embora quando o resultado estava empatado a um golo, o árbitro tenha assinalado aos 70 minutos uma grande penallidade que, na minha opinião, é inexistente, influenciando decisivamente o resultado final e a forma como decorreu a parte final da partida.
Mas neste jogo, nem tudo foi bom para o Brasil. O seu início de jogo foi muito lento, sem soluções para ultrapassar a bem estruturada  defensivamente equipa croata. Durante este período conseguiu sempre defender com duas linhas de 4 homens bem recuados e 2 homens na frente. Após a recuperação de bola tentavam sair rápido para o ataque pelo seu lado esquerdo tentando tirar partido da velocidade e agressividade de Olic que, dessa forma, conseguiu apanhar desprevenido o Dani Alves um bom par de vezes, sendo que, numa dessas ocasiões, conseguiu romper pela esquerda e efectuar um cruzamento que provocou um auto-golo de Marcelo. A partir do golo da Croácia o Brasil organizou-se melhor defensivamente e passou a jogar com mais mobilidade nos jogadores da frente, com Neymar a assumir o jogo, a jogar livre e a apoiar muito os jogadores do meio-campo. E é com essa mobilidade na frente por parte de Neymar, Hulk e Óscar que o Brasil foi conseguindo espaços, nomeadamente quando a Croácia, perdia a bola e o Brasil saia em ataque rápido. Sendo, aliás, numa jogada desse género que o Brasil empatou a partida com um golo de Neymar aos 29 minutos.
Após o golo, a estratégia brasileira centrou-se muito em dar alguma iniciativa de jogo à Croácia-que ofensivamente trata muito bem a bola com rakitic e modric a conduzir as operações-com o objectivo de com ataques rápidos conseguir desequilibrar a defensiva croata. Por isso, o jogo, nomeadamente na segunda parte, não foi muito elegante. No entanto, na implementação desta estratégia há que salientar o trabalho de Neymar, marcando dois golos e criando muitas situações de perigo. Foi, sem dúvida, o homem do jogo. Contudo, como já foi dito atrás, o golo que dá a volta à partida apenas foi alcançado aos 70 minutos por intermédio de um pênalti polémico.
Até ao final da partida, apenas há a salientar o nervosismo apresentado pelos jogadores do Brasil no final do encontro que podia ter resultado no empate da Croácia e que só foi aliviado com o terceiro golo marcado por Óscar ao minuto 91.
Por fim, penso se foi uma partida bem disputada, com um justo vencedor. Contudo, para que o Brasil se possa assumir como candidato ao título tem de jogar mais rápido no ataque, e ser mais consistente no centro do terreno em questões defensivas. Quanto à Croácia, fez o que lhe foi possível. Mas ofensivamente pareceu-me uma equipa muito agradável, onde ainda falta Mandzukic, e defensivamente muito bem estruturada e lutadora.

sábado, 7 de junho de 2014

Será a Alemanha campeã do mundo?



Apostas para a fase de grupos Brasil 2014

Aqui ficam as minhas apostas para fase de grupos do mundial:

Grupo A
1º Brazil
2º México

Grupo B
1º Espanha
2º Holanda

Grupo C
1º Colômbia
2º Costa do Marfim

Grupo D
1º Uruguai
2º Itália

Grupo E
1º França
2º Equador

Grupo F
1º Argentina
2º Bósnia

Grupo G
1º Alemanha
2º Portugal

Grupo H
1º Bélgica
2º Coreia do Sul

terça-feira, 3 de junho de 2014

Factos históricos dos mundiais de futebol

Para todos os amantes de futebol, quando começa uma fase final de um mundial de futebol, como a que vai ter lugar no Brasil de 12 de Junho a 13 de Julho, é sempre interessante fazer uma retrospectiva de alguns factos que marcaram a história das fases finais passadas. É isso que tento fazer neste post.
  • A selecção nacional que esteve mais vezes em fases finais de mundiais de futebol foi o Brasil com um registo de 19 presenças;
  • Apenas 7 nações ganharam mundiais de futebol: Brasil, Itália, República Federal da Alemanha, Argentina, Uruguai, Inglaterra e França;
  • Nenhuma selecção nacional venceu o mundial de futebol mais de duas vezes consecutivas. Apenas a Itália ( em 1934 e 1938) e o Brasil (em 1958 e 1962) conseguiram vencer o campeonato do mundo de futebol por duas vezes consecutivas;
  • O jogo que teve mais golos na história de todos os mundiais foi em 1954, quando a Áustria venceu a Suíça (país organizador) por 7-5;
  • O jogador russo, Oleg Salenko, detém o record de número de golos marcados num único jogo em fases finais de mundiais, marcando 5 golos contra a selecção dos camarões em 1994 (nos Estados Unidos);
  • A Alemanha e o Brasil, são as selecções que mais jogos realizaram em fases finais de mundiais com 92 jogos cada uma;
  • Em 1930, na fase final do mundial realizaram-se 18 jogos, enquanto que, em 2010, realizaram-se 64 jogos ao longo de 4 semanas;
  • O jogador francês, Lucien Laurent marcou o primeiro golo de sempre de fases finais de mundiais;
  • O melhor marcador de fases finais de mundiais é Ronaldo ("O Fenómeno") com 15 golos marcados;
  • O francês Just Fonatine, é o recordista de golos marcados numa só fase final de um mundial com 13 golos apontados;
  • O jogador com mais jogos realizados em fases finais de mundiais é o alemão Lothar Mathaeus com 25 partidas disputadas na sua carreira. Sendo que este jogador, também detém o record, de presenças em fases finais de mundiais, juntamente com o mexicano Antonio Carbajal, com 5 presenças cada um;
  • Com 5 vitórias, o Brasil é a selecção nacional com mais fases finais de  campeonatos do mundo vencidas (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002);
  • Pelé é o úncio jogador que venceu 3 fases finais de mundiais. Para além disso, ele também fica na história como o jogador mais jovem de sempre a apontar um golo em fases finais de mundiais, o jogador mais jovem a marcar um hat-trick num mundial, e o jogador mais jovem de sempre a participar numa final de um campeonato do mundo, quando tinha 17 anos e 249 dias;
  • O campeonato do mundo que teve maior assistência global nos estádios foi o mundial de 1994 nos Estados Unidos da América com 3.587.088 de adeptos.